
02 | 06 | 2011
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)
Uma das musicas que vamos usar como referência para a peça. Bianca ;*
18 | 05 | 2011
Logo no começo dos encontros, lemos esse texto do Kafka e partimos dai, tirando ideias para montar a peça.
Comunidade
Franz Kafka
Somos cinco amigos. Uma vez saímos um atrás do outro de uma casa. Primeiro veio um e pôs-se junto da entrada. Depoi s veio, ou melhor, deslizou tão levemente como uma bolhinha de mercúrio o segundo e não ficou longe do primeiro. Depois o terceiro, depois o quarto, depois o quinto. Por fim, todos ficamos de pé, numa linha. As pessoas reparavam em nós e, apontando-nos, diziam: os cinco acabam de sair daquela casa. Desde então vivemos juntos e teríamos uma vida pacífica se um sexto não se viesse sempre meter. Não nos faz nada, mas nos incomoda, o que já é suficiente. Por que se mete à força onde não é bem-vindo ? Não o conhecemos e não queremos aceitá-lo. Nós, os cinco, na verdade, também não nos conhecíamos antes e, se quiserem, também não nos conhecemos agora, mas o que é possível e admitido por nós, os cinco, é impossível e inadmissível para o sexto. Além do mais, somos cinco e não queremos ser seis. Por outro lado, que sentido terá esta convivência permanente se entre nós, os cinco, também não tem sentido, mas nós já estamos juntos e continuamos a estar, mas não queremos uma nova união, precisamente por causa das nossas experiências. Mas como ensinar tudo isto ao sexto, uma vez que grandes explicações implicariam já aceitá-lo no nosso círculo? É preferível não explicar nada e não aceitá-lo. Por muito que estique os lábios, o colocamos à distância empurrando-o com o cotovelo, mas, por mais que o façamos, volta sempre.
Bianca ;*
04 | 11 | 2010
22 | 10 | 2010
As atividades que fazemos na sala para acordar a voz, a pele, a vontade e a percepção faz com que fiquemos cada vez mais atentos e mais dispostos à fazer a cena ou o improviso. Faz com que percebemos coisas que antes estavam ocultas, como por exemplo sentir o vento envolver o nosso corpo, sentir nosso corpo tomar formato de algo que antes parecia impossível fazer. E a cada movimento um sentimento novo, uma vontade, uma novidade... Particularmente acho essa parte uma das partes mais importantes... faz com que a gente se entregue mais ao trabalho proposto.
Os improvisos, as palavras, os atos e os estudos
sobre o tema se transformam em
cenas. Cenas que de alguma maneira tem que ter seu espaço na
peça. Pois bem, nos dois últimos encontros discutimos isso. O roteiro foi feito,
e agora estamos pela procura da melhora das cenas. Agora também precisamos de
algo para fazer enmtre uma cena e outra, um pequeno detalhe, mais que faz toda
a diferença. Temos que decidir como passar para cada cena de um jeito que não
deixe o palco vago e não desprenda a atenção de quem vai estar nos assistindo.
O quebra-cabeça já esta se fechando, agora o que resta é tentar não confundir
as peças restantes, não perder o foco para que forme uma imagem perfeita. É
isso galera.
Bianca:*
01 | 10 | 2010
29 | 09 | 2010
Há um tempinho, fizemos a leitura de alguns trechos do livro ‘O Rinoceronte’ , de Eugene Ionesco. Foram desses trechos que tiramos nossas principais idéias para o começo dos nossos improvisos, pensamentos e cenas. O livro se trata de uma peça de teatro, que em uma cidadezinha, as pessoas acabam se transformando em Rinocerontes, nem explicação nenhuma. Na minha opinião, é um livro muito bom, um humor ótimo, e uma história que te faz querer sempre mais um pouquinho.
Outro livro que se encaixou com o assunto do qual estamos tratando é ‘Metamorfose’, de Franz Kafka. Outro livro muito bom, onde Gregório numa manhã se transforma em um inseto.
Para quem tiver interesse de ler ambos os livros, podem baixar o anexo. Boa leitura!
Os dois anexos foram retirado do site “http://www.4shared.com/”
Bianca:*
29 | 09 | 2010
29 | 09 | 2010

Focado nas linguagens do teatro, o Núcleo Sociocultural, vai além da apresentação de um espetáculo. Em seu percurso trabalha com textos e personagens criados pelos participantes, após estudos de diferentes dramaturgos, além de abordar outras linguagens como iluminação, figurino, cenografia. Desde 2010, além do grupo formado por iniciantes, o Núcleo realiza atividades por módulos que abordam separadamente as diferentes linguagens. O objetivo é fortalecer e fomentar o trabalho de grupos culturais já existentes na região.